E busca respostas para todas as desventuras
Uns querem resumir em um personagem divino
Outros no subjetivo destino
E alguns pouquinhos, em bichos verdes esquisitos
Só que ninguém acredita no acaso...
Outros ainda fingem acreditar
Mas são vazios e rasteiros
Fingem ser aventureiros
A grande maioria nem especula sobre o acaso
Só quer rezar, sem muito caso
Gastando seu dinheiro e tempo
Para outros construírem belos templos
Existem uns poucos que pensam sobre o acaso
Formulam teorias e escrevem poesias
Acreditam desacreditando e confiam desconfiando
Não conseguem entender
Como pode viver um ser
Que não tenha fé em nada
A não ser na própria estrada...
o acaso só aparece para aqueles que acreditam, um previlégio extra para homens de fé, uma espécie de presente da vida para que a vida não se limite em destino (fardo para os incrédulos, que se julgam sãos)
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