sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Dopado

Muito forte para mim, as vezes parece que tudo conspira contra.
Não fui feito para isso, nada faz sentido quando não somos correspondidos.
Nunca foi o que quis, nem o que procurei. Cheguei no topo da minha curva de desutilidade, no final da reta.
Contínua? Pelo contrário, cheia de níveis absurdos.
O razoável é, na verdade, uma grande mentira, um monstro que só eu não vejo.
Me entreguei como nunca antes e como ninguém sensato que tenho conhecimento o fez.
Troquei as bolas, achei que era verdade, que era o ideal.
Pensei demais, agi de menos e ainda pensei errado. Como não tive forças pra acabar tudo antes?
Coloquei nós dois em uma encruzilhada ridícula, desnecessária.
A culpa foi majoritariamente da minha imaturidade, como um garoto de dezesseis anos.
Minha aparência é um retrato do que sou intimamente: imaturo, jovem, inconsequente, inseguro, apaixonado.
Sexo não é compromisso. A vida não pode ser encarada tão seriamente.
Nunca senti nada tão forte. Me drogaram sem eu saber.
Espero ter chegado no fundo de tudo, preciso voltar a ser o que era.
Infelizmente, com tudo isso, descobri que sozinho não consigo...

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