quarta-feira, 3 de março de 2010

A liberdade

O resultado da liberdade é a angústia. O resultado é o comodismo e o marasmo. O resultado é o instinto, o certo e o errado. Errado sem culpa. Certo sem glória.
O resultado da liberdade é a inconstância. A reverência aos dias ridículos passados. O nostalgismo infundado, a reclamação da perfeição, a emoção.
O resultado da liberdade é a monótona busca pelo novo. É o arrependimento do velho largado na última mudança. É o deslumbramento com a arte infundada, são os aplausos com os versos batidos.
Isso, somada à preguiça na disciplina, somado ao desestimulo à obediência, é o estopim para o descontrole.
O estranho, somado à ausência de conhecimento sobre o benéfico ou maléfico, fazem de tudo, no mínimo, louco. Porém, o criativo carece do negativo e a ausência da regra trás o delírio da intensidade.
Sim, a liberdade é muito viva e majoritariamente intensa. Não pela ausência da regra e suas adjacências racionais, mas pela despretensão com a sanidade.

Instinto

E eu fico entre esse clichê de ser o rico frustrado.
Ou de ser o bom que gosta do mau.
Ou da doçura corrompida. Da atração pelo devaneio.

E eu fico esperando amar eternamente o errado.
Abraçar o tormento e ser incapaz de largar.
Lutar contra o meu lado escuro. Ser inseguro.

Será que a felicidade me aguarda em uma linha esquecida?
Ou será que ela foge mais rápida que os meus aprendizados?
Será que meu instinto é decadente?
Ou o tormento foge da minha opção?