sábado, 16 de janeiro de 2010

Assim

Enquanto o mundo cair, não me avise.
Enquanto tudo ruir, não me explique.
Meu olhar não é o seu.
Esse, vago, não é meu.

Não vivo dessa amargura.
Não absorvo essa decepção.
Não choro em vão.
Ainda que repita sempre o não.

Não, funciono diferente.
E diferente de ontem, hoje sei de mim.
Sei que isso não será pra sempre assim.
Mas aprendo sobre mim.

Eu digo pra mim que nem todo dia é baixo.
Eu sei que ontem quase joguei tudo pro alto.
Mas sabia que dias piores vem e vão.

Acabarão e voltarão.
Como ontem cessaram.
Como amanhã me aguardam.

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